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Antes:
– a minha mente segurava tudo
– o corpo protegia-me do colapso
Agora:
– o perigo passou
– a conversa abriu a ferida
– o corpo diz: “agora dá para chorar.”
E então vem tudo, porque estou capaz de sentir o que sempre doeu.
Aprendi então que:
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar.
Entram para nos ensinar a sentir.
E quando vão, levam consigo uma versão nossa que só existia com elas.
Não é só saudade da pessoa —
é saudade de quem éramos quando éramos vistos por ela.
E isso dói porque foi real.
E só dói assim o que foi verdadeiro.