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Silêncio
Palavras não conseguem surgir,
As lágrimas e a dor, a perda e a desilusão,
Serão algumas razões para eu fugir?
Estava triste, inquieta, desesperada.
Olho para uma moldura esquecida,
Descanso a mão, na mesa amparada.
No quarto, a dor conversa com a alma
E a poesia é inquieta, a caneta dança.
Observo a jarra quebrada da mudança.
As rajadas de vento são as revoltas,
Limpo com lenço as lágrimas contidas:
É como se as horas fossem estendidas.
O quadro, a folha, são imagens soltas.
Espero a alegria que nunca foi alcançada.
A dor é o grito de quem quer ser abraçada!