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A aldeia era o meu lar,
As igrejas tinham castiçais,
Os sinos bem no alto, missais,
E orações para eu cantar.
A relva era mais verde,
As tardes pareciam infinitas,
A luz do sol, tão brilhante,
Caía viva como diamante.
Ao ouvir um som de melodia
Que vinha longe, de guitarra,
Os dias faziam-se harmonia,
A noite trazia a cigarra.
Havia esperança e ambição,
Os sonhos de uma geração.
Para sempre no meu coração,
Ficou essa eterna sensação!